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Quem escreve

Gabriel Dias

Me chamo Gabriel Dias. Trabalho com engenharia de software desde 2016, hoje na Woovi, na interseção entre infraestrutura de pagamento e IA aplicada. Antes disso passei por saúde pública, food service, agro e mais de uma instituição de pagamento.

O fio que une essas coisas é o tipo de sistema: os que não podem cair. PIX que move R$ 15 bilhões por mês, plataforma de saúde que atende 30 milhões de brasileiros, app com 8 milhões de usuários por mês. Nesses lugares a diferença entre uma arquitetura boa e uma arquitetura otimista aparece rápido, e aparece de madrugada.

Comecei a escrever e gravar porque percebi que a parte difícil do nosso trabalho quase nunca é a que aparece nos tutoriais. O tutorial mostra o caminho feliz; o trabalho é tudo o que acontece quando ele não acontece.

Duas coisas eu defendo com teimosia. A primeira é que número sem fonte não vale nada: se eu escrevo que algo melhorou 40%, eu preciso saber como isso foi medido, senão é história. A segunda é que simplicidade é uma decisão cara, e quase sempre certa. Boa parte do que eu vi quebrar em produção quebrou por causa de uma abstração que alguém achou elegante numa quinta-feira à tarde.

Linha do tempo

Por onde eu passei

  1. 2026, hoje

    Staff Software Engineer na Woovi

    Engenharia e IA numa plataforma B2B de PIX. Modelos de detecção de fraude e análise de risco, um framework interno de agentes que padroniza como os times conectam LLM a sistema corporativo, e infraestrutura de pagamento de alta criticidade: ISO 20022, SPI, Bacen.

  2. 2026, em paralelo

    Axon

    Fundei a Axon para atacar a camada de qualidade de agentes de IA. É o problema que eu vi de perto: agente que impressiona na demo e não sobrevive ao usuário real.

  3. 2025, em paralelo

    Genus

    ORM type-safe para Go, código aberto. Nasceu de cinco projetos em produção com GORM e ENT: type safety fraco derrubando coisa em runtime, N+1 escondido e migration virando incidente. A aposta é code generation em vez de reflection.

  4. 2025

    Engineering Lead na Frota 162

    Referência técnica de dois times numa plataforma de gestão de frota. Arquitetura de sistema distribuído e pipeline de dados de veículo em tempo real, com Go no processamento de evento.

  5. 2024

    Principal Software Engineer na LBPay

    Arquitetura de PIX processando mais de 25 milhões de transações por mês, cerca de R$ 15 bilhões em volume, com SLA de 99,95%. Integração com SPI, DICT e SPB, event-driven em Kafka aguentando pico de 12 mil TPS, e Temporal orquestrando trinta e poucos fluxos regulados com auditoria completa.

  6. 2024

    Senior Engineering Manager na Orbia

    Marketplace B2B de agro em três regiões. Internacionalização, micro-frontends com deploy independente por região, e um BFF que cortou payload em 60%.

  7. 2023

    Head de Produto e Tecnologia na Fiocruz

    e-SUS e Meu SUS Digital, plataformas que atendem mais de 30 milhões de brasileiros, com um time de 87 pessoas. Foi onde eu aprendi que escala de verdade tem consequência: pico de 2 milhões de agendamentos simultâneos na campanha de vacinação não perdoa arquitetura otimista.

  8. 2022

    Tech Manager Mobile na ZAMP

    Apps do Burger King e do Popeyes, mais de 8 milhões de usuários ativos por mês. Squad de nove pessoas entre Android e iOS, e uma queda de crash rate de 2,1% para 0,8%.

  9. 2016 a 2022

    O começo

    Full-stack e mobile em Uberlândia, migrando sistema legado em Delphi para web, iOS nativo na Consorciei, e a MeFirst, que cofundei e onde fui CTO: 15 cursos profissionalizantes para 2 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.